Todos os comentários

  • Foto de perfil de Joel Fernandez de OliveiraJoel Fernandez de Oliveira on Melanosis coliObrigado Bruno. Realmente os trabalhos mais antigos não confirmavam esse fato porém em estudos mais recentes esses aspecto foi evidenciado. Em minha experiência também percebo uma maior detecção de pólipos nesses pacientes.
  • Foto de perfil de Joel Fernandez de OliveiraJoel Fernandez de Oliveira on Melanosis coliObrigado Felipe. Na verdade não existe uma definição clara sobre a necessidade de interrupção deses medicamentos, porém uma terapia alternativa seria além da utilização de fibras, em especial alimentos com mucilagem (psyllium),o uso de fenolftaleína (lacto-purga), polissacarídeos (lactulose), emolientes fecais (humectol d) ou lubrificantes (óleo mineral) também são opções.
  • Foto de perfil de Bruno MartinsBruno Martins on Melanosis coliParabéns pela revisão Joel. Sempre tive a impressão da facilitação de detecção de adenomas nessa situação, mas não sabia que existiam evidências. E vc colocou uma bem recente. Será que é “novidade”? Abs
  • Foto de perfil de Felipe Paludo SallesFelipe Paludo Salles on Melanosis coliJoel parabéns pelo post, nunca tinha visto laminas de histologia do quadro. Quanto a orientação pós exame nos pacientes que não conseguem ficar sem laxativos. É recomendada a troca de medicamentos? E quais seriam os laxativos indicados? Abraço
  • Foto de perfil de Daniela Medeiros Milhomem CardosoDaniela Medeiros Milhomem Cardoso on Síndromes de polipose colorretalOlá Felipe! Obrigada pelo comentário Essa é uma pergunta muito interessante e a resposta não é simples até pq nem sempre esses testes estão disponíveis. Testes genéticos podem melhorar a compreensão em relação ao risco de câncer na família ou orientar exames de seguimento e prevenção. Devem ser recomendados quando temos diagnósticos de câncer colorretal em pacientes jovens e quando temos vários familiares de primeiro grau com a neoplasia. De maneira geral um especialista em genética pode fazer uma orientação mais direcionada Vamos tentar facilitar a coisa em algumas situações: - Em famílias com FAP, o rastreio de pólipos na adolescência já identifica os familiares com a mutação. - Na síndrome de Peutz-Jeghers há um fenótipo típico. - A polipose serrilhada pode ser suspeitada durante a colono de rastreio. - Na síndrome de Lynch há critérios bem estabelecidos que podem facilitar a vida do médico. - Nas demais síndromes os diagnósticos são mais complexos e mais difíceis e a ajuda de um profissional de genética é muito importante
  • Foto de perfil de Felipe Paludo SallesFelipe Paludo Salles on Síndromes de polipose colorretalDaniela, parabéns pelo post, ficou muito didático para um tema complexo. Gostaria de saber como fazer a investigação genética na prática clinica diária. Pois eventualmente surge a suspeita destas síndromes que muitas vezes fica difícil de fechar o diagnóstico sem a genotipagem. Abraço
  • Foto de perfil de DANIELLE ROSSANA Q M BONILHADANIELLE ROSSANA Q M BONILHA on Quando devemos associar betabloqueador à nossa ligadura elástica?Obrigada pelo comentário, Matheus. O papel do Carvedilol no contexto da profilaxia primária e secundária do sangramento varicoso vem sendo alvo de diversos estudos. Sabemos que se trata de um beta-bloqueador não seletivo com potencial maior de reduzir o gradiente de pressão portal, devido seu efeito vasodilatador intrahepático (alfa-adrenérgico). Essa seria uma vantagem em relação aos betabloqueadores usados com mais frequência, notadamente, o propranolol e o nadolol. Por outro lado, essa vantagem não foi demonstrada na maioria desses estudos, de modo que o carvediol aparece como opção aos betabloqueadores tracicionais em alguns consensos, como o último consenso brasileiro (2017), porém ainda sem evidência de superioridade.
  • Foto de perfil de Flávio FerreiraFlávio Ferreira on Artigos comentados – Maio 2018 : Stents metálicos autoexpansíveisObrigado Bruno! Desde a residência que ouço opiniões divergentes sobre o tema , incluindo críticas para quem defende o uso de prótese recoberta em paciente que tem vesícula. O que se extrai de maneira clara nos trabalhos é que esse tabu deve ser abolido. O editorial, muito bem escrito e embasado, chama atenção para o trabalho do Jang et al (artigo 1 do post) detalhando seus prós e contras, incluindo sua natureza retrospectiva e ausência de análise de fatores de risco para colecistite como uso de antibiótico profilático, tipo/extensão da estenose e preenchimento da vesícula com contraste durante o exame. Outro trabalho também retrospectivo e com número de pacientes elevado não evidenciou aumento da taxa de coleciste assim como duas meta-análises recentes, uma com cerca de 1000 e a outra com mais de 1400 pacientes. Em resumo, não se deve considerar errado utilizar prótese recoberta em estenose neoplásica de paciente que tem vesícula in situ. Trata-se de uma opção que possui mesmo tempo de patência que as próteses não recobertas porém com mecanismos de obstrução/disfunção diferentes. Espero ter respondido sua pergunta. Abraço.
  • Foto de perfil de Bruno MartinsBruno Martins on Artigos comentados – Maio 2018 : Stents metálicos autoexpansíveisGostei dos artigos e dos comentários Flavio. Parabéns. Quer dizer então que apesar deste artigo recente mostrando maior taxa de colecistite, ainda não há evidências suficientes para uma conclusão definitiva sobre o tema. Ou seja: não está errado passar uma PMAE totalmente revestida em pcte com vesícula. Isso é importante pois muitos colegas condenam essa prática. Gostaria de ouvir seus comentários. Abs.
  • Foto de perfil de Felipe Paludo SallesFelipe Paludo Salles on Dissecção endoscópica da submucosa de câncer gástrico precoceObrigado Matheus. A solução utilizada foi de manitol 10%, com indigo carmin e adrenalina. Outra opção no Brasil é a utilização de algum colóide como o Voluven. Com certeza algum dispositivo de tração teria ajudado muito neste caso. Pois como a lesão era na Incisura, o procedimento foi realizado em retrovisão que dificulta muito a aproximação do cap no plano da submucosa, e as vezes a dissecção teve que ser feita um pouco afastada. Mas a maior dificuldade foi na incisão inicial da mucosa pois no ângulo da incisura a mucosa acaba ficando muita mais próxima da muscular o que aumenta o risco de uma perfuração ja no começo no procedimento. Um abraço
  • Foto de perfil de Gerson BrasilGerson Brasil on QUIZ! DisfagiaOlá Matheus! Obrigado pelo comentário. Neste caso específico consegui alcançar 17mm em sessão única, uma vez que a estenose não era tão significativa. Como o procedimento transcorreu sem qualquer intercorrência, liberei dieta pastosa logo após a recuperação da sedação e orientei mantê-la por 3 dias em associação com analgesia, visto que essas dilatações muito altas (abaixo do cricofaringeo) tendem a causar mais desconforto no pós. Também combinei com a médica assistente da paciente, a despeito da falta de evidência nível A, para mantermos uma vigilância anual, pelo menos nos primeiros 10 anos...! É isso...! Um abraço!
  • Foto de perfil de Matheus FrancoMatheus Franco on QUIZ! DisfagiaParabéns Gerson pelo caso e pela revisão que ficou clara e completa. Algum cuidado especial após a dilatação desse caso? Quanto tempo de observação antes de liberar dieta? Abraço
  • Foto de perfil de Matheus FrancoMatheus Franco on Dissecção endoscópica da submucosa de câncer gástrico precoceFelipe parabéns pelo vídeo e pela realização procedimento. Qual solução você utilizou para injeção na submucosa? Vc acha que nesse caso com a lesão localizada na incisura algum dispositivo de tração teria facilitado a sua ressecção? Abraço
  • Foto de perfil de Matheus FrancoMatheus Franco on Quando devemos associar betabloqueador à nossa ligadura elástica?Danielle meus parabéns pela excelente revisão sobre esse tema. Atualmente existe alguma vantagem do uso do carvedilol em comparação com o propranolol? Pois percebi que alguns artigos estudaram essa droga na prevenção primária e secundária do sangramento varicoso. Obrigado.
  • Foto de perfil de FERNANDA PRATA BORGES M MARTINSFERNANDA PRATA BORGES M MARTINS on Estenose biliar pós transplante hepáticoCorreção da referência: (Kahaleh et al, J Clin Gastro, 2013)
  • Foto de perfil de FERNANDA PRATA BORGES M MARTINSFERNANDA PRATA BORGES M MARTINS on Estenose biliar pós transplante hepáticoMatheus, obrigada pelo comentário e ótimas perguntas! Em resposta à sua primeira pergunta: sim, a PMAEC parece ser, no momento, a melhor opção para o tratamento inicial das estenoses biliares anastomóticas pós transplante hepático. A despeito do seu alto custo inicial, o número reduzido de procedimentos acarreta em menor custo total do tratamento. Ademais, na eventualidade de uma recidiva, o paciente pode ser tratado novamente por via endoscópica. A sua segunda pergunta é bastante intrigante! O período mais apropriado de manutenção da PMAEC ainda não está claramente definido. Atualmente, estamos realizando uma extensão do nosso trabalho publicado recentemente, com a inclusão de um terceiro grupo, no qual a prótese metálica é mantida por 1 ano. O racional para a extensão do tempo de permanência da prótese foi justamente a menor taxa de recidiva que observamos no grupo próteses plásticas múltiplas tratados durante o período de 1 ano. Infelizmente, temos observado uma alta taxa de migração da PMAEC no momento da sua retirada ao 12o mês. Dessa forma, o tempo de permanência ideal talvez seja algo em torno de 6 a 12 meses. Em relação à sua última pergunta: sim, existe evidência na literatura de que a permanência da prótese por mais de 3 meses está relacionada à maior taxa de resolução da estenose (Kahaleh et al, J Clin Gastro, 2016) e menor taxa de recidiva (Jimenez-Perez et al, Trans Proc, 2016) Abraços.
  • Foto de perfil de Matheus FrancoMatheus Franco on QUIZ! Perfuração pós mucosectomiaParabéns Bruno pelo post e por mostrar essa nova classificação. Existe alguma recomendação do tipo tratamento (endoscópico, cirúrgico..) de acordo com o tipo de classificação (0 - V) da lesão mural profunda após mucosectomia? Abraços.
  • Foto de perfil de Matheus FrancoMatheus Franco on Estenose biliar pós transplante hepáticoFernanda, parabéns pelo post, bem explicativo e com bonitas imagens. Já existem alguns estudos comparando o uso de próteses plásticas vs PMAEC no tratamento da estenose biliar pós-Tx (ducto-ducto) , inclusive um estudo de sua autoria publicado recentemente. Parabéns. Cosiderando o menor número de procedimentos e menor custo, a PMAEC parece ser a melhor opção quando disponível? Analisando tb a taxa de recorrência da estenose após a PMAE, qual seria o tempo mais apropriado para deixar a prótese in loco? Existe algum trabalho comparando a taxa de recorrência da estenose após 3 meses vs 6 meses de uso da PMAEC? Abraços.
  • Foto de perfil de Ivan R B OrsoIvan R B Orso on QUIZ! Lesão plano elevada de esôfagoVocê tem razão João! O lugol não é a melhor opção para definir a malignidade de uma lesão pois tanto neoplasias quanto lesões inflamatórias podem se apresentar como áreas não coradas. Porém, o lugol tem uma excelente sensibilidade para o rastreamento de lesões e facilita muito para definir as margens antes de uma ressecção. Neste caso em específico, o interessante do uso do lugol é o efeito de hipercaptação do corante pela acantose glicogênica, um efeito contrário do que se esperaria numa lesão inflamatória ou neoplásica. Obrigado peo comentário.
  • Foto de perfil de Alexandre CarlosAlexandre Carlos on Caso Clínico – Corpo Estanho em CólonObrigado Flávio. Diante de caso como este o ideal é fazermos o exame com todo o aparato possível para minimizar as complicações tais como: - Realizar exame com assistência anestésica. - Insuflador com CO2 quando disponível sempre é benéfico por causar menos distensão . - Escopia pode ser útil nas situações em que o corpo estranho não é localizado. - Uso de overtube pode ser interessante. Interpretamos que o exame valia a pena ser feito para tentar tratamento conservador. Este caso foi discutido com o grupo da cirurgia e todos, inclusive familiares, estavam cientes do risco potencial de desbloquear a perfuração. Naqueles casos em que não se dispõe de anestesista e escopia no setor de endoscopia é mais interessante mesmo fazer em centro cirúrgico. Outro detalhe: nestes casos sempre peço para que o médico assistente acompanhe o procedimento. Att Alexandre Carlos