Classificação de Todani – Doença cística da via biliar

Classificação de Todani – Doença cística da via biliar
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Os cistos biliares são classificados de acordo com a classificação de Todani. O tipo I é o mais frequente (50-85%), seguido pelo tipo IVA.

 

Tipo Característica
I

A

B

C

Cisto limitado ao trato biliar extra-hepático

Dilatação cística sacular de toda via biliar extra-hepática

Dilatação focal de um segmento da via biliar extra-hepática

Dilatação fusiforme de toda via biliar extra-hepática

II Divertículo verdadeiro de ducto extra-hepático
III Coledocele ou duplicação duodenal
IV

A

B

Múltiplos cistos

Cistos na via biliar intra e extra-hepática

Cistos na via biliar extra-hepática

V Cistos intra-hepáticos, sem acometimento extra-hepático (doença de Caroli)

 

Imagem retirada do artigo: Todani T, Watanabe Y, Toki A, Morotomi Y. Classification of congenital biliary cystic disease: special reference to type Ic and IVA cysts with primary ductal stricture. J Hepatobiliary Pancreat Surg. 2003;10(5):340-4

 

Os cistos biliares são dilatações císticas que podem ocorrer isoladamente ou ser múltiplos ao longo da via biliar. Podem ocasionar complicações significativas, como estenoses ductais, formação de cálculos, colangite, cirrose biliar secundária e colangiocarcinoma.

A apresentação clássica inclui a tríade de dor abdominal, icterícia e massa palpável. No entanto, a maioria dos pacientes terá apenas um ou dois elementos da tríade. Os cistos biliares também podem ser um achado incidental durante exames de imagem ou CPRE.

Os cistos biliares estão associados a um risco aumentado de câncer, particularmente colangiocarcinoma. No geral, a incidência de câncer está entre 10% e 30%. O câncer é mais comum em pacientes idosos e naqueles com cistos tipo I e IV.

 

O tratamento vai depender do tipo de doença cística:

– Tipo I ou IV – excisão cirúrgica completa do cisto com hepatojejunostomia em Y de Roux;

– Tipo II – excisão simples do cisto;

– Tipo III – esfincterotomia nos casos sintomáticos ou assintomáticos jovens (realizar biópsias do epitélio do cisto para excluir displasia;

– Tipo V – transplante de fígado.

Todani I. Imagem retirada do artigo: Soares KC, Goldstein SD, Ghaseb MA, et al. Pediatric choledochal cysts: diagnosis and current management. Pediatr Surg Int. 2017 Jun;33(6):637-650.

 

Todani II. Imagem retirada do artigo: Soares KC, Goldstein SD, Ghaseb MA, et al. Pediatric choledochal cysts: diagnosis and current management. Pediatr Surg Int. 2017 Jun;33(6):637-650.

 

Todani III. Imagem retirada do artigo: Soares KC, Goldstein SD, Ghaseb MA, et al. Pediatric choledochal cysts: diagnosis and current management. Pediatr Surg Int. 2017 Jun;33(6):637-650.

Todani IV. Imagem retirada dos artigo: Soto-Solis R, Waller LA. Todani type IVa choledochal cyst. Rev Gastroenterol Mex. 2019 Jul – Sep;84(3):400-401.

Todani IV. Imagem retirada dos artigo: Soto-Solis R, Waller LA. Todani type IVa choledochal cyst. Rev Gastroenterol Mex. 2019 Jul – Sep;84(3):400-401.

Todani V. Imagem retirada do artigo: Soares KC, Goldstein SD, Ghaseb MA, et al. Pediatric choledochal cysts: diagnosis and current management. Pediatr Surg Int. 2017 Jun;33(6):637-650.

Referências:

  • Todani T, Watanabe Y, Toki A, Morotomi Y. Classification of congenital biliary cystic disease: special reference to type Ic and IVA cysts with primary ductal stricture. J Hepatobiliary Pancreat Surg. 2003;10(5):340-4.

 

 

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Foto de perfil de Galileu Farias

– Residência em Cirurgia Geral pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
– Residência em Endoscopia Digestiva pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
– Fellow em Endoscopia terapêutica e biliopancreática (Ecoendoscopia e CPRE) pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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