DIRETRIZ – Papel da endoscopia na nutrição enteral.

DIRETRIZ – Papel da endoscopia na nutrição enteral.
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enteral

 

Diretriz da ASGE, discutindo o uso de dispositivos endoscópicos para alimentação enteral, em pacientes que não podem se nutrir adequadamente de forma espontânea.

  • A alimentação enteral é sempre a via preferencial.
  • Sondas nasogástricas ou nasoentéricas são a escolha quando o tempo planejado de uso é baixo, sendo a posição gástrica a mais fisiológica.
  • Gastrostomia endoscópica (PEG), gastrojejunostomias (PEGJ) ou jejunostomias (DPEJ) são os procedimentos de escolha para alimentação a longo prazo.

 

INDICAÇÕES

  • Trato gastrointestinal íntegro.
  • Uso previsto para menos de trinta dias: Sonda nasoentérica. Tempo maior: Indicar gastrostomia ou jejunostomia.
  • Pacientes com acidente vascular, em que não há melhora com 2 a 3 semanas de uso de sonda entérica, pode-se indicar PEG precoce.
  • Paciente com alteração de deglutição (neurológicas/neoplásicas).
  • PEG pode ser usada como medida descompressiva, em pacientes com obstrução benigna ou maligna (carcinomatose).
  • PEGJ é indicada em pacientes com complicações por refluxo intenso, gastroparesia ou aspiração recorrente. DPEJ tem as mesma indicações anteriores, mas em pacientes com anatomia que não permite a PEG (pós cirúrgicas).

 

CONTRAINDICAÇÕES

  • ABSOLUTAS: Coagulopatia, impossibilidade de trazer a parede gástrica de encontro a parede abdominal e obstrução de laringe e esôfago.
  • RELATIVAS: Ascite, doenças inflamatórias ou neoplásicas da parede abdominal.
  • Neoplasias de esôfago são contraindicações discutíveis, já que podem levar a implantes no local da gastrostomia, e impedir o uso do estômago em uma futura cirurgia.

 

PROCEDIMENTO

  • Obter consentimento
  • Rotina de exames pré endoscopia (atenção ao coagulograma)
  • Antibioticoprofilaxia (veja diretriz aqui )
  • Técnica básica a todos os procedimentos: Insuflação adequada com aproximação da parede do órgão a parede do abdômen, passagem de fio guia (ou sutura), passagem da sonda pela parede com fixação e e adequada aposição das paredes.
  • Dieta pode ser iniciada cerca de 4 horas após o procedimento

 

COMPLICAÇÕES :

  • Taxa geral de complicações em torno de 5 a 10 %. Complicações graves em torno de 1,5 a 4% (aspiração, sangramento, perfuração, “buried bumper syndrome”, entre outras).
  • Fístula gastrocólica ou colocutânea pode ocorrer (perfuração do cólon durante a PEG). Tratamento inicial envolve retirada da PEG, com fechamento espontâneo da fístula, ou cirurgia.
  • Pneumoperitônio pode ocorrer após PEG, conduta expectante caso não exista sinais de peritonite .
  • “Buried Bumper Syndrome” – veja aqui uma postagem detalhada desta complicação.

 

CLIQUE AQUI PARA OBTER A DIRETRIZ COMPLETA.

 

 

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Por Admin