DIRETRIZ – Uso de próteses esofágicas ESGE

DIRETRIZ – Uso de próteses esofágicas ESGE
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O Guideline da European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) para uso de próteses esofágicas nas doenças malignas e benignas foi publicado na edição de outubro da revista Endoscopy.

Aqui você pode ver as principais recomendações e também acessar o link para o PDF (free access) com o texto completo.

 

Principais recomendações para o uso de próteses esofágicas

 

Doenças malignas

1 O uso de próteses esofágicas metálicas parcialmente ou totalmente recobertas deve ser  considerado como a primeira opção para o tratamento paliativo da disfagia maligna quando comparado à terapia com laser, terapia fotodinâmcia ou cirurgia de bypass esofágico (recomendação forte, evidência  alta).

2 Para pacientes com expectativa de sobrevida longa, a ESGE recomenda a braquiterapia como uma alternativa ou utilizada em associação com as próteses metálicas em pacientes com disfagia maligna.  A braquiterapia pode oferecer uma vantagem na sobrevida e possivelmente uma melhor qualidade de vida comparada ao uso isolado de próteses metálicas (recomendação forte, evidência alta).

3 A ESGE recomenda o uso de próteses metálicas como a primeira escolha no tratamento da fístula traqueoesofágica ou broncoesofágica (recomendação forte, evidência baixa).

4 O uso concomitante de radioterapia externa e próteses esofágicas não é recomendado. O uso de próteses metálicas também não é recomendado como ponte para a cirurgia ou prévio à radioquimioterapia neoadjuvante. Nestes cenários, o uso de próteses metálicas está  associado a uma alta incidência de efeitos adversos e  opções satisfatórias como o uso sondas de alimentação estão disponíveis (recomendação forte, evidência baixa).

Doenças benignas

1 O uso de próteses metálicas para o manejo de estenoses esofágicas benignas não é indicado como terapia de primeira linha devido ao risco de efeitos adversos, disponibilidade de terapias alternativas e alto custo do procedimento (recomendação forte, evidência baixa).

2 O uso temporário de próteses metálicas  pode ser considerado como opção terapêutica em estenoses benignas refratárias (recomendação fraca, evidência moderada). Quando utilizadas, as próteses devem ser removidas em até 3 meses (recomendação forte, evidência fraca).

3 O uso de próteses totalmente recobertas é preferido em relação às parcialmente recobertas para o tratamento de estenoses benignas refratárias, devido à maior facilidade na remoção (recomendação fraca, evidência baixa).

4 O uso temporário de próteses metálicas pode ser considerado no tratamento de fístulas e perfurações esofágicas. A duração ideal do tratamento ainda não está definida e deve ser individualizado (recomendação forte, evidência baixa).

5 As próteses metálicas podem ser utilizadas no tratamento do sangramento de varizes esofágicas refratárias ao tratamento medicamentoso, endoscópico e radiológico ou como terapia inicial para pacientes com sangramento varicoso maciço (recomendação forte, evidência moderada).

Link para o texto completo:

https://www.thieme-connect.de/products/ejournals/pdf/10.1055/s-0042-114210.pdf

 

 

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Por Admin

2 Comentários

  1. Foto de perfil de Bruno Martins

    Acredito que este guideline tenha se enrolado quanto à indicação da PMAE na doença maligna. Ele não recomenda RT após colocação da prótese, embora seus argumentos sejam baseados em 3 trabalhos orientais publicados em revistas de baixo impacto. O argumento de ajuste da dosagem da RT tb é furado, visto que os stents agora são quase todos feitos de nitinol. Por outro lado, ele comenta que a colocação de PMAE após QT/RT aumenta os riscos de complicação em comparação com pacientes que não haviam sido submetidos a QT/RT. Sobrou apenas uma situação: paciente submetido apenas a QT, quando sabemos que a RT oferece um excelente controle local no CEC de esôfago. Acho que a relação entre RT e PMAE de esôfago precisa ser melhor estudada, com estudos mais bem desenhados, mas no momento não vejo isso como contra-indicação. Isso é um problema dos guidelines, pois muitas vezes eles são encarados como uma bíblia e seguidos ao pé da letra. Qualquer conduta contrária é taxada como má-indicação.

  2. Foto de perfil de Joel Fernandez de Oliveira

    Boa escolha de artigo Bruno.
    Realmente todo paper deve ser avaliado com parcimônia.
    Temos pacientes com neoplasia de esôfago associado a fístula, que são submetidos a passagem de prótese metálica e posteriormente a QT/RT com boa evolução e sem complicações.

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