GUIDELINE – Papel da Endoscopia no Esôfago de Barrett

GUIDELINE – Papel da Endoscopia no Esôfago de Barrett
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Guideline ASGE de 2012 para acompanhamento em Esôfago de Barret.

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  • Esôfago de Barrett (EB)

Presença de metaplasia intestinal especializada em esôfago , sendo considerada lesão precursora de adenocarcinoma (AE) .

Risco de 11,3 X maior que a população sem lesão.

Classificado histologicamente em sem displasia (NDBE), displasia de baixo grau (LGD), displasia de alto grau (HGD), carcinoma intramucoso (IMC) e neoplasia invasiva (EAC).

Endoscopia tradicional é suficiente para o diagnóstico de até 90% dos casos de EB. Biópsias devem ser guiadas para áreas de nodulações , úlceras e outras alterações mucosas , já que estas são as mais comuns para displasia ou adenocarcinoma.

Não está indicado rastreamento em pacientes com fator de risco isolado para EB (tempo de sintomas,idade do paciente , sexo masculino), e também não está indicada endoscopia de repetição em pacientes sem alterações no exame inicial.

Conduta frente aos achados de EB :

Vigilância em achado de NBDE:

Vigilância é controversa, aceitando-se que seja realizada endoscopia a cada 3 a 5 anos, com biópsias em quadrantes a cada 2 cm de área de EB (e também lesões suspeitas).

Ablação pode ter lugar.

 

Vigilância em achado de LGD:

Maior risco de progressão para EAC (em comparação aos achados de NBDE – 0,7% ao ano).

Recomendado segmento a cada um a dois anos , seguindo o Protocolo de Seattle : Biópsias guiadas em alterações mucosas e biópsias aleatórias nos 4 quadrantes a cada 1 cm com pinça de grande capacidade, em todo o segmento de EB)

Maiores evidencias de que a ablação possa apresentar melhor custo benefício.

Vigilância em achado de HGD:

Biópsias com achado de HGD sempre devem ser reavaliadas por patologista experiente.

Vigilância só é realizada em pacientes onde não é possível a realização de ablação ou cirurgia

 

Manejo dos pacientes frente ao achado de displasia :

Pode ser resumido na tabela abaixo.

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OUTRAS  LESÕES PRÉ MALIGNAS :

  • Acalasia : Aumento de 16 a 33 x no risco de carcinoma espinocelular em relação a população normal .

Não há ainda orientação sobre o papel do acompanhamento endoscópicos nestes casos (como screening)

  • Antecedente de neoplasia do trato aerodigestivo: Câncer sincrônico ou metacrônico em até 14% dos casos .

Não há dados que demonstram eficácia de screening, porém, a maioria dos especialistas indica endoscopia digestiva em pacientes com achado de carcinoma espinocelular de trato respiratório.

  • Lesão cáustica : Mais comumente associado a carcinoma espinocelular.

Indicado screening a partir de 10 anos da lesão, e depois a cada um a dois anos.

 

 

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Foto de perfil de Guilherme Sauniti

Doutor em Gastroenterologia pela FM-USP.
Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo (HCFMUSP), Endoscopia Digestiva (SOBED) e Gastroenterologia (FBG).
Professor do curso de Medicina da Fundação Educacional do Município de Assis – FEMA.
Médico da clínica Gastrosaúde de Marília.

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